Logo do Colégio Getúlio Vargas Produção de Texto · Turma 906

💬 PRECONCEITO LINGUÍSTICO NAS REDES SOCIAIS

Como o julgamento da forma de falar e escrever gera exclusão

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@turma906

Ficha do Trabalho

4

alunos

6

slides

1

tema

  • Alunos

    Giulia Azevedo, Maria Sophia, Matheus, Kayke

  • Professora

    Silvana

  • Turma

    906

  • Colégio

    Getúlio Vargas

  • Ano

    2026

  • Disciplina

    Produção de Texto

Slide 3 · Conceito

O que é preconceito linguístico?

@sociolinguistica

1/4 · Definição

Preconceito linguístico é julgar como 'errada', 'feia' ou 'inferior' a forma como uma pessoa fala ou escreve, quando na verdade ela está apenas usando uma variação natural da língua portuguesa.
624 27

@sociolinguistica

2/4 · Marcos Bagno

O linguista Marcos Bagno, autor do livro 'Preconceito Linguístico: o que é, como se faz', explica que não existe 'erro de português'. Existem variedades linguísticas diferentes, cada uma com sua própria lógica e regras internas.
936 54

@sociolinguistica

3/4 · Variação linguística

A língua portuguesa varia de acordo com a região (variação regional), a classe social (variação social) e o contexto (formal ou informal). Isso é chamado de variação linguística e é estudado pela Sociolinguística.
1248 81

@sociolinguistica

4/4 · Na prática

Na prática, isso significa que falar 'nós fumos' ou 'os menino' não é 'burrice': é uma forma de falar com regras próprias, comum em certas variedades do português brasileiro.
1560 108
Slide 4 · No feed

Como o preconceito linguístico aparece nas redes sociais?

@usuario_x

Situação 1 · Desqualificação

Comentários do tipo 'aprenda português antes de opinar' usados para desviar do assunto e desqualificar a pessoa, não o argumento dela.
4,8 mil 264

@usuario_y

Situação 2 · Preconceito regional

Memes que zoam o sotaque nordestino, nortista ou caipira, tratando esses jeitos de falar como 'engraçados' ou 'errados', enquanto o sotaque de outras regiões é visto como 'normal' ou 'neutro'. Isso mostra que o preconceito linguístico também é preconceito regional.
3,6 mil 352

@perfil_exemplo

Situação 3 · Forma × conteúdo

Criadores de conteúdo de regiões populares ou periferias sendo mais criticados pela forma de falar/escrever do que pelo conteúdo que produzem.
2,4 mil 440

@conta_anonima

Situação 4 · Racismo linguístico

O chamado 'racismo linguístico': quando a forma de falar de pessoas negras ou indígenas é estigmatizada e associada, de forma preconceituosa, a falta de educação ou inteligência.
1,2 mil 528

* Perfis fictícios. Exemplos ilustrativos, criados apenas para fins educativos.

Slide 5 · Consequências

Quais são os impactos desse preconceito?

Exclusão

Muita gente deixa de comentar, postar ou se expressar na internet com medo de ser ridicularizada pela forma como escreve, o que silencia vozes de pessoas de classes populares, do interior e de periferias.

Reforço de desigualdade

Quem domina a norma culta é visto como mais 'inteligente' ou 'confiável', mesmo quando o argumento dessa pessoa está errado. Isso é usar a língua como ferramenta de poder, não de comunicação.

Nunca vem sozinho

O preconceito linguístico quase nunca vem sozinho: ele costuma estar ligado a preconceito social, regional e racial, atingindo mais quem já sofre outros tipos de discriminação.

O que diz a ciência

Para a ciência da linguagem, julgar a inteligência de alguém pela forma de falar é um erro: toda variedade linguística tem gramática própria e serve perfeitamente para a comunicação dentro do seu contexto.

Slide 6 · Conclusão

Conclusão: respeito não é vitimismo

A regra de ouro

Antes de corrigir, debochar ou ridicularizar a forma como alguém fala ou escreve nas redes sociais, vale lembrar de uma regra simples: não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você. Ninguém gosta de ser humilhado publicamente por um erro de digitação ou por ter um sotaque diferente. Criticar o conteúdo de uma opinião é legítimo; atacar a pessoa pela forma como ela escreve, não.

Mas respeito não é desculpa para vitimismo

Reconhecer o preconceito linguístico não significa que toda correção é um ataque, nem que devemos parar de estudar e aprender a norma padrão da língua, pois ela continua sendo importante em provas, redações, entrevistas de emprego e textos formais. Usar o preconceito linguístico como desculpa para não aceitar nenhuma crítica construtiva, ou para se vitimizar diante de qualquer correção educada, também é um exagero. O ideal é o equilíbrio: combater o deboche e a humilhação gratuita, mas continuar aberto ao aprendizado e à evolução da própria escrita e fala.

Falar bem não é sobre seguir regras sem pensar, é sobre respeitar quem fala diferente de você, sem abrir mão de aprender e crescer.

Produção de Texto · Turma 906 · Colégio Getúlio Vargas · 2026

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